A NOITE PASSADA
Esta noite atirei-me em teus braços
Que adivinhava serem poderosos
Imensos, loucos, longos, caprichosos
Em desatar nós górdios… embaraços…
Então, entrei no céu pelos teus braços
No meu corpo a tua boca… os teus ais
Fizeram-me acreditar ter chegado ao cais
E lancei aí cordas e outros laços…
Nem Eros saberia dar-me tanto
Pois me sentia imensa e imortal
Afrodite ao Olimpo elevada!
E quando acordei, para meu espanto,
Vi que era outra noite igual
A tantas… como a noite passada.
Isa Pontes
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